terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Uma Jornada pelo Item Maravilhoso [Capítulo #20]

A chamada.

[capítulo anterior: aqui]

Parecia que o mundo despencaria naquele instante para a Erikina. A brava estrangeira estava caindo, após ter pulado de um buraco na parede do escritório de Dighin, após ter recebido um forte golpe por parte do Desurso. O problema é que os dois pularam também, sequencialmente, e a tendência mais natural é de que os três basicamente viessem à se esborrachar no chão.

Mas isso não acabou acontecendo.

A Erikina acabou caindo em uma área plana, poucos segundos após a queda, que flutuava no ar. O mesmo ocorreu com Desurso e Dighin. Assim que os três chegaram à tal plataforma, a mesma se encarregou de levá-los até o solo, como uma (talvez) falsa impressão de segurança pelo caminho.

Mas os nervos estavam à flor da pele, Sem nem se tocarem ou pensarem sobre como tal plataforma ali apareceu, a Erikina e o Desurso começaram a se digladiar com certa imponência. O Dighin observava apenas, aparentando fazer as vezes de um juiz ou de um mero espectador.

- Vamos! Ataque-me, Erikina. Mostre que você merece a confiança de todos que ficaram lá no escritório. A não ser que... - esbraveja de forma implicante Desurso
- Chegaaaaaaaa!!!! - gritou a Erikina, que depois continuou - Você vai pagar pelo que fez à Lady A, seu monstro!
- Tola inconsequente... Continua agindo com a emoção... Despontado aqui...
- Como é?
- Chega disso. Está na hora de aplicar em você uma importante lição!
- Como é que... - Erikina foi interrompida

[hoooooooo!!!!!]

Após tal dizer, Desurso se aproximou de sua oponente e começou a socá-la muito, com golpes que variavam entre os seus punhos esquerdo e direito. Nota para o fato de ele nem encostar na pequena estrangeira, uma vez que o vento produzido pelo movimento de tais partes de seu corpo era forte o bastante para golpeá-la com força.

- O que acha, sua tola? - gritou Desurso
- Aiiiiii!!!!!!!! Ai! Paaaarrrrraaaaaaaa!!!! - respondia desesperada a Erikina
- Toma! [golpe] Toma! [golpe] Toma! [golpe]
- Aiiiêêêêêêê!!!

A Erikina parecia estar à mercê completa dos golpes de Desurso. Estranhamente o Dighin apenas a observava ao longe, como quem queria alguma coisa dizer mas que, na verdade, nenhuma ação executava. À propósito, a pequena guerreira não conseguia se conter mesmo estando transformada.

Desnecessário enfatizar que o Desurso não perdeu tempo para provocá-la, tão logo havia dado uma pequena pausa em seus ataques.

- Tola!
- Puf Puf!
- Olha para você, só sabe agir com a emoção. É necessário alguém estar morrendo na sua frente para você agir? Sua idiota!
- Como é?
- Isso que você ouviu! [golpe]
- Ouuuccchhh!!!!
- Tola! E quando você estiver sozinha, cara-a-cara com o perigo, como agirá? Idddiioootttaaaa!!! [golpe]
- Aiiiiiiiii!!!!!
- A única coisa boa em você é sua resistência. No mais, não passa de uma tola disfarçada que brinca de ser uma guerreira...
- Puf! Puf!
- Tomaaaaaa!!!!!! [golpes seguidos]
- Aiiiiêêêêê!!!!

O Dighin continuava olhando ao longe, mas começava a ficar muito impaciente. Neste meio tempo, a plataforma havia chegado ao solo. 

Ao chegar em terra firme, a Erikina pulou da plataforma para trás, quase ajoelhando-se no chão e levando uma de suas mãos até a barriga. Era um sinal claro de dor forte e tremenda que ela estava sentindo, após ter sido vítima de tantos duros golpes por parte do Desurso.

E falando no próprio, o homem desceu com força da plataforma. Ficou encarando a Erikina ao longe, com raiva. Parece que Pigmorim havia falado muito da garota para ele e, em razão disto, o próprio Desurso acabou criando uma expectativa muito alta para tal combate.

- [O que farei? Como poderei pará-lo? Será que só agir com a emoção mesmo? Sou tão boba quanto ele pensa?] - pensava consigo mesma a Erikina

Neste meio tempo em que pensava, os passos lentos a sua direção indicavam que ele, Desurso, estava indo ao encontro dela. 

- [O que farei? Eu sei que não sou uma tola como ele pensa, mas eu realmente não sei o que farei...] - continuava a pensar consigo a Erikina

Enquanto ela olhava para ele, um grito pôde ser escutado...

- Não seja tonta!!!!!!!

Não era a voz do Desurso, nem do Dighin. Era uma voz feminina, mas não podia ser a Lady A. Quando a Erikina olhou para trás viu quem era...

- Não seja boba, sua boba! - gritou a Bynha, segurando a bola de cristal sem wi-fi da Lady A em suas mãos

~ próximo capítulo: após mudança de residência ~

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Um pouco sobre o autor do NETOIN! Mais!
Carlírio Neto
Carlírio Neto, uma pessoa que aprecia as coisas mais simples que a vida pode oferecer. Gosta das culturas japonesa, brasileira e latino-americana. Aprecia passeios e uma boa leitura. Gosta de lançar seus contos e histórias para o mundo ver e, quem saber, poder algo delas publicar algum dia. Prazer em conhecê-lo, nobre visitante.

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